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GALERIA DUMBO

Porto Alegre, Brasil / 2016 

 

Autores: Arq. Bruno Giugliani, Arq. Karen Bammann

Recebemos no escritório a encomenda de um cliente com o objetivo de montar uma Galeria de arte pop e contemporânea em um mall de rua em Porto Alegre. O espaço destinado ao projeto permitiu desenvolvermos com radicalismo o espírito urbano e informal da galeria. Para isso, nossa proposta tratou principalmente de garantir as instalações e comodidades mínimas para a ocupação do espaço, com o objetivo de construir um “vazio”. Esta idéia de um espaço impreciso, genérico e flexível ficou materializada nas alvenarias de blocos de concreto aparentes, nos perfis de aço e nas instalações expostas. Dentro deste contexto construído, inserimos alguns poucos elementos pontuais capazes de sugerir os usos e atividades.

 

O programa distribui-se em dois níveis, com áreas mais comerciais no térreo e com o mezanino devendo receber acervos especiais ou exposições temporárias. A concentração das atividades e do mobiliário em um eixo central nos permitiu liberar 100% da superfície das paredes para a exposição das obras. Desse modo, todos os espaços se desenvolvem linearmente desde a fachada até o limite posterior da loja, cuja profundidade é intensificada com o uso da cor preta na parede do fundo. Junto à vitrine, uma espécie de área “estar” com pé-direito duplo recepciona os visitantes, permitindo uma primeira interação com o espaço da galeria. O sofá, criação da artista plástica Melina Toffanello, e o tapete com grafismo personalizado por nós dão o tom deste ambiente.

 

O mobiliário proposto em marcenaria acena para a flexibilidade do layout, valendo-se de móveis soltos, ou sobre rodas. Dominando o espaço central está uma grande mesa em madeira de pinus natural, desenhada para ser uma versátil superfície de trabalho, devendo suprir a maior parte das necessidades do proprietário, desde a embalagem dos quadros, recuperação dos mesmos, molduras, reuniões, etc. A madeira é o único material cuja presença é marcante no caráter do espaço, aparecendo também no piso.

 

A iluminação foi fundamental para a configuração do espaço, agregando dramaticidade com a possibilidade de gerar várias cenas. Projetores em trilhos também permitiram ao projeto acompanhar as constantes mudanças na posição dos quadros, situação inerente à dinâmica da galeria. A temperatura de cor das lâmpadas foi cuidadosamente estudada com objetivo duplo: criar uma atmosfera aconchegante e permitir uma boa reprodução de cor para quem visualiza as obras. Na fachada junto ao passeio do mall, um backlight minimalista exibe a marca em preto e branco, contrastando com o visual colorido do interior.  

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