ESTAÇÃO ANTÁRTICA COMANDANTE FERRAZ

Península de Keller, Antártida / 2012 / concurso de arquitetura

 

Autores: Arq. Bruno Giugliani, Arq. Cíntia Gusson Etges, Arq. Karen Bammann, Arq. Pablo Montero Merino

A ciência e os avanços tecnológicos têm instigado o espírito humano desde o século XIX. Ampliar as fronteiras do saber, forçar os limites do conhecimento, e desbravar novas conquistas fazem parte dos anseios de uma nação que prospera. Desde o trágico incêndio de fevereiro de 2012, o país alimenta um sonho de ampliar e modernizar suas instalações no continente mais isolado do planeta. Localizada na Península de Keller, na Bahia do Almirantado, a antiga estação sofreu severos danos, e deverá ser desmontada, abrindo espaço para novas instalações.

A nova estação antártica brasileira responderá a condições extremas para a sobrevivência humana. Implantada nas terras planas junto ao mar, a estação deverá concentrar-se na zona já impactada pelas instalações antigas, evitando danos ao ecossistema local.  Consideramos as condicionantes do lugar para descentralizar o programa em setores, facilitando sua implantação na topografia, e garantindo melhores condições de orientação.

Para atender ao programa e garantir uma ocupação territorial ordenada foi projetada uma malha reguladora, que orienta e organiza as edificações, sinalizando também possíveis expansões futuras. A malha é formada por uma rede de hexágonos que vai garantir o alto grau de padronização das edificações e possibilitar um crescimento multidirecional, flexível e dinâmico. Desta organização nasce o módulo básico, uma edificação de crescimento linear, erguida do solo por pilares e de geometria parametrizada com o hexágono. Desde este módulo, todas as peças são organizadas de maneira análoga a formas orgânicas, como bactérias que se conectam através de suas extremidades para formar organismos maiores. A racionalização de todos os componentes da estação vai possibilitar agilidade na fabricação, no transporte e na montagem no local.